
A mostra “Histórias Afro-Atlânticas” ocorrida no MASP entre 29/06 e 21/10/2018 conecta-se plenamente com a atual exposição da Pinacoteca (ver nosso último post). Juntamente com o Instituto Tomie Ohtake (também em São Paulo), o MASP reuniu 450 obras de 214 artistas, abrangendo desde o século XVI até o século XXI com o objetivo de projetar paralelos e interações entre as várias vivências pessoais dos africanos postos forçadamente nas rotas da escravidão, compreendendo as Américas, a África e a Europa.
A possibilidade da análise da escravidão em âmbito global é talvez o ponto central da exposição. Compreender os mais de seis milhões, só para o Brasil, de africanos trazidos forçadamente para trabalhar até o fim de suas vidas em condições sub-humanas durante três séculos e as várias consequências refletidas até hoje política e socialmente no país é mais do que importante, é necessário.
A exposição conta com obras de artistas influentes como Maria Auxiliadora, Aleijadinho, Emanoel Araújo, Rubem Valentim, Dalton Paula, Arthur Timótheo da Costa e Jean-Baptiste Debret. O museu ainda ofereceu durante o período, filmes, palestras, cursos e oficinas a respeito do tema e, com o advento do livro Antologia, compilado de textos de 44 autores, o MASP torna-se uma plataforma multicultural unindo a pluralidade da arte em reflexo à pluralidade das histórias afro-atlânticas. A curadoria da exposição conta com nomes como Lilia Moritz Schwarcz e Hélio Menezes.
Obras em exposição





![P9VF3Iwi7ftEaw5buDhi-3cCMbxHDtcQ3FzIYwFTV Titus Kaphar, 'Space to forget' [Espaço para esquecer], 2014, Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Jack Shainman Gallery, Nova York, Estados Unidos [New York, United States].](http://historiapublica.sites.ufsc.br/wp-content/uploads/2021/05/P9VF3Iwi7ftEaw5buDhi-3cCMbxHDtcQ3FzIYwFTV.png)